Da última vez que escrevi umas linhas no trecolareco falava sobre a "acção directa" - termo popularizado por um deputado, e no perigo de ser uma manobra de treino daquela rapaziada.
Aí está!
O tal deputado saiu de circulação - são as técnicas/ciência do marketing político - daqui por duas semanas, três dias e dezasseis horas pode voltar "limpinho" que já ninguém se lembra.
Com esta coisa do aumento do IVA vai passar-se o mesmo.
Sejamos claros, o aumento do IVA destina-se a criar condições para que a nossa situação de queda no abismo se inverta. Para isso acontecer, para além de ser necessário reunir no imediato moedinhas é necessário e mais importante ainda começar a gerar mais riqueza, e a gastar menos.
A minha convicção é que o aumento do IVA vai no imediato reunir as moedinhas, mas vai deprimir ainda mais o funcionamento do mercado e por conseguinte da riqueza e como reflexo da economia.
Devíamos acompanhar o resultado destes aumentos, ou seja saber se o Estado vai conseguir:
- Fazer crecer em 20% a receita de IVA à nova taxa de 6%
- Fazer crescer em 8,33% a receita de IVA de 13%
- Fazer crescer em 5% a receita de IVA da taxa de 21%
Importa assim perceber se o consumo vai ser o mesmo, ou se os portugueses - como eu acho - vão maioritariamente gastar o mesmo, comendo menos, saindo menos ao fim de semana, indo menos ao café, comprando menos roupa, poupando... nada.
Se as receitas fiscais com o IVA não crescerem o que atrás refiro - 20% 8%e 5% , isso significa que mesmo que reunam no imediato mais moedinhas, a dinâmica que gera trocas e riqueza vai pelo contrário cair, se é que ainda é possível mais.
No pântano que outrora dava pelos joelhos agora vêem-se de fora só alguns narizes.
domingo, 23 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Acção directa
Na outra semana passou na televisão um documentário sobre carteiristas. Devia ter também como objectivo para além da vertente informativa a prevenção, porque a própria polícia permitiu a divulgação de imagens (acho que todas em Lisboa) dos ditos em actividade. É malta muito profissional: um encosto na entrada para o metro, um pedido de desculpas cordato, com a mãozinha nas costas e... a carteira "já era"!
Depois revemos as imagens em câmara lenta e lá está: no momento do encosto acidental a maõzinha rápida vai ao bolso do encostado de forma surpreendentemente ágil, como prestigitador profisional, manipulador de cartas e objectos.
No finalzinho da semana, fui surpreendido com mais uma cena semelhante, só que desta vez em pleno parlamento! Esta malta está afoita.
Primeiro não percebi - tinha a televisão sem som - e só depois quando passaram (a tal técnica) as imagens em câmara lenta deu para ver a subtileza do gesto, o à vontade com que depois de agarrados os objectos - como quem passa a mão pela mesa e diz: pronto vou-me embora - se levanta levando então a mão ao bolso (já recheada) em postura decontraída.
O mais estranho desta actuação em comparação com as outras é que nas primeiras a rapaziada das carteiras não sabe que está a ser filmada, mas nesta última sabe!
Falta-lhes ainda o calo.
Será que dada a crise (a tal que não deve afectar Portugal) estão a preparar esta gente para ir ainda mais longe. Eles bem dizem que tudo farão...
Depois revemos as imagens em câmara lenta e lá está: no momento do encosto acidental a maõzinha rápida vai ao bolso do encostado de forma surpreendentemente ágil, como prestigitador profisional, manipulador de cartas e objectos.
No finalzinho da semana, fui surpreendido com mais uma cena semelhante, só que desta vez em pleno parlamento! Esta malta está afoita.
Primeiro não percebi - tinha a televisão sem som - e só depois quando passaram (a tal técnica) as imagens em câmara lenta deu para ver a subtileza do gesto, o à vontade com que depois de agarrados os objectos - como quem passa a mão pela mesa e diz: pronto vou-me embora - se levanta levando então a mão ao bolso (já recheada) em postura decontraída.
O mais estranho desta actuação em comparação com as outras é que nas primeiras a rapaziada das carteiras não sabe que está a ser filmada, mas nesta última sabe!
Falta-lhes ainda o calo.
Será que dada a crise (a tal que não deve afectar Portugal) estão a preparar esta gente para ir ainda mais longe. Eles bem dizem que tudo farão...
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