quinta-feira, 29 de julho de 2010
Surpreendente... ou nem por isso
Os incêndios
Para começar este rol de coisas que me perturbam, aí estão de novo os incêndios, uma das que me irrita particularmente, nomeadamente quando se tenta criar a ideia de que resultam em grande maioria de accão criminosa.
Se considerarmos acção criminosa deitar beatas de cigarro pela janela dos carros, garrafas, fazer fogueiras, não limpar as florestas e o chamado "mato"... então sim!
Claro que depois há que somar a todos estes "crimes" os fogos postos, sejam eles por taras ou demências sejam por vinganças ou mesmo por motivos de negócio. Tudo isto existe!
Mas sempre que uma pessoa responsável e conhecedora do que está a dizer refere que a origem dos incêndios não é natural num dia com centenas de ignições, está a conduzir - na minha opinião - para a ideia errada de que a maioria foram fogos postos.
Deve claramente ser dito ao país que:
• Estão condições meteorológicas limite, com temperaturas extremas e com indíces de humidade no ar baixíssimos, uma vez que todo o território está com ar de trajecto continental.
• Os pinhais florestas e bosques não foram convenienetemente limpos (as árvores e a vegetação mais rasteira e anual portanto completamente seca).
• Não tem existido uma campanha eficaz para alterar os comportamentos das pessoas (a causa principal).
• Os nossos meios de combate aos incêndios serão - enquanto país com poucos recursos - escassos.
Scuts
A história das auto-estradas em que não se pagava, denominadas de "Sem Custos para os Utentes", tinha nascido - precisamente pelo conceito - torta!
Recentemente a "gestão do condomínio" tinha resolvido que se passava a pagar e depois ainda que o que faria sentido seria não se pagar só em áreas com rendimento per capita abaixo de x...!
O senhor "primeiro" (com letra pequenina) quer assim um sistema em que os que vivem muito mal nas zonas globalmente com maior rendimento per capita paguem este tipo de vias (e outras coisas, porque não?) e que as pessoas com poder de compra muito acima da média, que vivam nas zonas globalmente com menor rendimento per capita não paguem!.
Como é que é possível aguentar esta absoluta incoerência?
A diferença de contributo para o estado (carga fiscal suportada) deve resultar da especificidade individual dos rendimentos dos indivíduos.
O que o senhor "primeiro" devia ter resolvido - não resolveu, agravou - é a capacidade dos cidadãos para pagar a utilização das vias especiais.
Freeport - A janela de oportunidade
Depois de um ano de empolgada "marcação em cima" por parte da comunicação social ao caso Freeport foi finalmente conhecida a decisão de levar a julgamento os dois sócios da consultora que protagonizou o pretenso caso de corrupção com o nosso "primeiro". Sempre achei que o inglês e o outro tinham utilizado uma janela de oportunidade para à luz de corrupção inexistente encherem os bolsos. Só que a janela de oportunidade veio a ser "primeiro" do rectângulo.
Não consigo perceber a comunicação social, que depois de tanto empolgamento não conseguiu adiantar nada sobre o que os constituídos arguidos declararam, porque das duas uma, ou mantém que deram o dinheiro a alguém supostamente relacionado com o "primeiro" para obter favores no licenciamento, ou então dão o dito por não dito assumindo a extorsão.
Uma destas posições tem de estar em princípio em cima da mesa.
Também já ouvi dizer que no despacho são referidas vinte e tal perguntas que deveriam ter sido ser colocadas ao "primeiro" mas... que não houve tempo.
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