LUME BRANDO
Alheiras de caça
Recentemente, e depois de uma conversa em que dei conta que não comia alheiras há muitos anos, resolvi comprar uma. Não ficou mal, mas comecei uma guerra com o rebentamento excessivo do enchido, o que resolvi ao fim de mais três tentativas. Entretanto experimentei mais do que uma marca e tipo de alheira, e neste processo - depois de uma conversa sobre as alheiras e a sua história, que remonta à maneira como os judeus faziam os enchidos porque não podiam comer porco, e porque fazendo-os com aves despistavam os seus perseguidores que presumiam vendo enchidos ao fumeiro não serem judeus - resolvi comprar no Pingo Doce uma Alheira de Caça. Depois de consumida, e não muito convencido com o paladar, fui ver o rótulo para saber que caça tinha, e está referido veado, javali e suíno...
Suíno?!, num produto que diz "alheira de caça" e quando já existe na composição javali? Será que para além de veado e javali, soltam os porcos e abatem-nos como sendo caça? A gordura utilizada é também de suíno.
Não fui tentar saber mais sobre o produto, mas fico com a sensação que "alheira de caça" é basicamente um título, embora veado e javali, principalmente este, apontem para produtos de caça.
Já agora acrescento que a Alheira de Mirandela do mesmo estabelecimento (custando menos quase 50%) é bastante melhor na minha opinião. A sua composição é um terço porco, um terço galinha e um terço pão, e a gordura é o azeite. Funciona bem assim, é menos indigesta pela presença de carne de aves, e aproxima-se mais, segundo sei, da receita que deu origem à popularidade deste enchido. O ideal seria uma alheira assim, em que o javali substituísse o porco e a galinha fosse pelo menos "do campo", e já agora que o pão continuasse a ser... pão!
PIRI-PIRI
Certidões Permanentes (e Certidões PEC)
As certidões comerciais eram tiradas exclusivamente por um ano, com um custo de cerca de 20 euros. São três ou quatro fotocópias assinadas.
Há pouco mais de uma ano, quando tirei a última, o funcionário da conservatória chamou-me a atenção para o facto de terem sido criadas novas certidões permanentes, a serem tiradas no site portaldaempresa.pt.
Precisei agora novamente de uma, e fui ver a esse site o que era a certidão permanente; lá estava ela, a novíssima e revolucionária certidão, que permite que dos 5/6 atendedores que existia na Conservatória, agora restem dois, a bocejar. Isto claro, retira stress ao cidadão, filas pela escada abaixo, e permite uma enorme economia na gestão pública, o que faz sentido. É a modernidade!
Se podemos administrar o condomínio por menos dinheiro devemos fazê-lo!
Lá estava: Certidão permanente: Por um ano, cerca de vinte euros.
Certidão permanente...? um ano?...(o mesmo tempo!) os mesmos vinte euros!
Em que é que ficamos?
Ahhhh!... é que agora pode-se tirar também certidões... PEC (digo eu!) ou seja, por dois ou por três anos... com desconto, claro está, mas pagando tudo antecipadamente sem saber se vai ser necessário. Brilhante.
Vou saber mais, porque posso estar a fazer um juízo pouco fundamentado, mas chamar permanente a uma coisa que tem a validade de um ano não parece ... bem.
Fui à Conservatória, revi aquela malta toda (os dois), e demorei... dois minutos. Vinte euros.
Trecolarecos
Acabou a sondagem que durante um mês "apalpou" os trecolarecos: 100% de resultados positivos (sim, o trecolarecos pode ser interessante).
Não houve votos em branco, ... mas a abstenção situou-se nos 50%!
domingo, 31 de janeiro de 2010
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