Esta semana foi fértil em coisas em que apetece falar. No desporto o assunto do denominado túnel da Luz revela que as leis que regulam a justiça desportiva da Liga são absolutamente ineficazes.
Como é que um determinado acontecimento pode ter exclusivamente duas possibilidades de enquadramento para efeitos de punição, e que dão origem a três e quatro jogos numa opção e a a quatro e seis meses de castigo na outra? É inacreditável e a responsabilidade tem de ser atribuída a quam validou a repectiva legislação.
Repito: um acontecimento, duas possibilidades de enquadramento, 500%, 600% 700% ou mais de amplitude no castigo a aplicar. E como se isto não bastasse, a legislação permite que exista a suspensão temporária de meses, quando existia a possibilidade de enquadrar a coisa em três e quatro jogos. É brilhante.
Pareceu-me desde logo que os meses de punição do acórdão da Liga eram excessivos, mas muito mais claramente me parecem inconsistentes os três e quatro jogos agora anunciados pela federação em última instância. Está tudo doido, como custuma dizer o AJJ.
Mudando de ares, e por falar em ar, ontem dia da vitória do meu Benfiquinha sobre o Braga foi dia de assinalar a necessidade de poupança de energia, com iniciativas em várias partes do mundo e também por cá: apagão de monumentos e zonas iluminadas das grandes cidades, e apagão em casa dos cidadãos. Hoje está tudo "normalizado".
Sugestão ao Estado: Anunciem que na iluminação dos monumentos e iluminações públicas decorativas se vai reduzir o tempo de funcionamento em 10%. Anunciem que todos os cidadãos, por cada 1% de poupança anual, pagam menos 1% no valor da energia até ao limite de 10%.
Reconheço que existe hoje uma consciência nesta matéria, mas o que é necessário é objectividade e eficácia.
domingo, 28 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
Benfica empolga - Pressão Alta
Ontem, foi uma noite gloriosa. Deu para saltar por cima da mesa de centro da sala, dar passinhos de corrida na carpete, soltar adrenalina, vibrar! A rua inteira pulsou ruidosa quando dos golos, e sentiram-se estremecimentos (mesmo!) no prédio.
Este Benfica que foi um gigante contra o Marselha já não é um "talvez", um "está melhor", ou um "pode ser que ganhe a liga": é um Benfica espectacular, de surpreendente eficácia, impetuoso e seguro.
A noite seguiu acariciada com o calor da vitória, e não havia mesmo cabeça para outra coisa: o comando da tv por cabo saltava de bloco noticioso em bloco noticioso para ver mais uma vez o mesmo resumo, os mesmos comentários, as mesmas declarações, num processo de deliciosa perversão.
Lá mais para o fim (da noite) já só sobrava um programa de desporto na rtpn, de nome "pontapé de saída". E eu continuava eufórico, ávido de exaltação e lá fui mudando de canal, mudando de canal, passando de quando em vez no oito, como se isso pudesse fazer o relógio andar mais depressa ou o programa começar antes.
Mas enfim, lá começou.
Os habituais intervenientes estavam ausentes (se calhar em França!).
Não é que fui surpreendido com o pivot com quatro comentadores que pareciam estar a comentar o 11 de Setembro, um tsunami, os terramotos do Haiti ou as inundações diluvianas na Madeira.
Era perguntado qualquer coisa ao primeiro, que respondia sempre sério e circunspecto, os lábios em movimentos contidos (como quem fala com comida na boca), sem nunca gesticular, sem expressões faciais de nota, sem haver diálogo de e com os outros, de corpo sempre rígido e sonolento. A mesma pergunta - mais ou menos - era "passada" ao segundo que mantinha o nível: direitinho, triste, sisudo. E lá continuava até ao quarto, passando-se à pergunta seguinte e repetindo-se a cena à volta, sem diálogos, sem um sorriso, sem um berro, sem um gesto de mãos, sem uma emoção.
Desliguei
Eu estava na muito boa disposição de "levar" com o habitual: um comentador do Benfica um comentador do Porto e um comentador do Sporting, com comentários absolutamentre expectáveis, normalmente também não suportáveis. Mas ontem eu "papava" tudo: sorrisos, esgares de raiva, interrupções aos gritos, um conteúdo intragável mas VIVO!
A pergunta é: Teria acontecido algo antes do programa de muito grave (muito grave mesmo) que justificasse o ambiente pesado e absolutamente desinteressante?
Ou será que depois adormeci no sofá e pese embora o sorriso nos lábios tenha tido um pesadelo e aquilo não aconteceu.
Seja como for, para que não restem dúvidas, ou simplemente para ver outra vez, outra vez e outra vez, aqui estão os golos.
Este Benfica que foi um gigante contra o Marselha já não é um "talvez", um "está melhor", ou um "pode ser que ganhe a liga": é um Benfica espectacular, de surpreendente eficácia, impetuoso e seguro.
A noite seguiu acariciada com o calor da vitória, e não havia mesmo cabeça para outra coisa: o comando da tv por cabo saltava de bloco noticioso em bloco noticioso para ver mais uma vez o mesmo resumo, os mesmos comentários, as mesmas declarações, num processo de deliciosa perversão.
Lá mais para o fim (da noite) já só sobrava um programa de desporto na rtpn, de nome "pontapé de saída". E eu continuava eufórico, ávido de exaltação e lá fui mudando de canal, mudando de canal, passando de quando em vez no oito, como se isso pudesse fazer o relógio andar mais depressa ou o programa começar antes.
Mas enfim, lá começou.
Os habituais intervenientes estavam ausentes (se calhar em França!).
Não é que fui surpreendido com o pivot com quatro comentadores que pareciam estar a comentar o 11 de Setembro, um tsunami, os terramotos do Haiti ou as inundações diluvianas na Madeira.
Era perguntado qualquer coisa ao primeiro, que respondia sempre sério e circunspecto, os lábios em movimentos contidos (como quem fala com comida na boca), sem nunca gesticular, sem expressões faciais de nota, sem haver diálogo de e com os outros, de corpo sempre rígido e sonolento. A mesma pergunta - mais ou menos - era "passada" ao segundo que mantinha o nível: direitinho, triste, sisudo. E lá continuava até ao quarto, passando-se à pergunta seguinte e repetindo-se a cena à volta, sem diálogos, sem um sorriso, sem um berro, sem um gesto de mãos, sem uma emoção.
Desliguei
Eu estava na muito boa disposição de "levar" com o habitual: um comentador do Benfica um comentador do Porto e um comentador do Sporting, com comentários absolutamentre expectáveis, normalmente também não suportáveis. Mas ontem eu "papava" tudo: sorrisos, esgares de raiva, interrupções aos gritos, um conteúdo intragável mas VIVO!
A pergunta é: Teria acontecido algo antes do programa de muito grave (muito grave mesmo) que justificasse o ambiente pesado e absolutamente desinteressante?
Ou será que depois adormeci no sofá e pese embora o sorriso nos lábios tenha tido um pesadelo e aquilo não aconteceu.
Seja como for, para que não restem dúvidas, ou simplemente para ver outra vez, outra vez e outra vez, aqui estão os golos.
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